Casarão da Barreira, que abriga o Centro de Visitantes Museu Von Martius
O casarão que abriga o Centro de Visitantes Museu Von Martius, na Sede Guapimirim do PARNASO, é remanescente da antiga Fazenda da Barreira. O nome da fazenda remonta a 1845, quando foi implantado posto de cobrança de impostos na trilha que subia a Serra dos Órgãos, a barreira da Serra do Couto. Cobravam-se dois vinténs a título de pedágio para conservação da Estrada da Serra do Couto. Até hoje a localidade é conhecida como Barreira.
Na mesma época (por volta de 1844), o então proprietário da Fazenda Barreira, Henrique Dias, iniciou a aclimatação e o cultivo da quina
Cinchona calisaya no país. A iniciativa seguia orientação do botânico Glaziou, a serviço do Ministério da Agricultura do Império. Da quina extrai-se o quinino, composto medicinal fundamental para o tratamento da malária. A produção da fazenda foi importante no abastecimento do Exército brasileiro durante a Guerra do Paraguai (1865-1870). Em 1868, registra-se a visita da princesa Isabel e do Conde D’Eu e, em 1876, ocorreu a visita do Imperador Dom Pedro II. Em 1880, a Fazenda da Barreira continha 12.000 pés de quina e 10.000 mudas em viveiros.
Posteriormente, a fazenda passou a ser propriedade de um renomado artista plástico espanhol, catedrático da Escola de Belas Artes - Modesto Brocos y Gomes e sua mulher - que a venderam a João Junger Sobrinho em 1920. Este capixaba explorou a floresta para produção de madeira e carvão no sistema de parceria e formou pastagens, até a desapropriação em 1944.
Apesar de reconhecido como importante patrimônio histórico, o casarão não é tombado e encontra-se com as estruturas em madeira comprometidas pela elevada umidade e pela infestação de cupins. O prédio foi objeto de estudo recente visando sua restauração, que depende ainda da captação de recursos (Losch, 2006).
Além do casarão, é possível identificar diversas estruturas em ruínas, provavelmente de terraços da antiga fazenda. Estudos preliminares de equipe do Museu Nacional-UFRJ encontraram muros e fundações que parecem ter pertencido à estrutura de contenção ou de secagem da quina ou ainda ao reservatório de água. Os estudos indicam que a tecnologia de construção deve ser da mesma época das construções da Floresta da Tijuca. Uma das canaletas de pedra pesquisadas teria como função coletar e canalizar água da parte mais

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